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01/08/2014

Materiais reciclados em zoo na Austrália

Lêmures são aqueles bichinhos simpáticos que parecem ter saído de uma história em quadrinhos. Pois existe um zoo em Melbourne que usa de materiais reciclados para uma exposição desses animais para os seres humanos. 
Discussões filosóficas do papel de zoos a parte, o fato dos bichos setem expostos ao convívio dos humanos, nem sempre tão civilizados como eles, resta aplaudir que essa exposição preserve a sua vida tão natural quanto possível. 
 
É nesse sentido que apresentamos o projeto de Snowdon Architects em colaboração com Urban Initiatives e Arterial Design que usa madeira reciclada, materiais reciclados, estruturas de vime, de rattam, e materiais de construção naturais nessa trilha que passa pelas casas dos lêmures, feitas de modo o mais natural possível, e permite que humanos tomem contanto com esses animais. 
 
Os materiais são de fácil manutenção e reciclagem, e o conceito do projeto é de incentivar o público a pensar sobre a preservação do habitar natural desse bicho.

 
Fonte

Fotos: Tirou Echberg

31/07/2014

Arquitetura - bela sim, mas tem que funcionar

Esses dias falei aqui sobre o Bikini Berlin, um centro comercial com hotel em Berlim na Alemanha. E eis que fiquei boquiaberta com a seguinte notícia que um colega postou em uma rede social :   Novo hotel em Berlim expõe intimidade de hóspedes que vão ao banheiro.

Pode isso? Obvio que não, ainda mais quando se aponta que os clientes ficam em situação constrangedora justamente por uma ação projetual, ou seja, é culpa do arquiteto. Já tinha falado aqui sobre 10 erros arquitteônicos que custaram caro e de como as decisões de projeto tem que ser bem embasadas. E chegamos a um velho e salutar debate sobre o ensino da Arquitetura. Talvez estimulados por arquitetos nacionais considerados gênios e que tinham nas formas o seu ponto focal, prioritário e as vezes único, o ensino da profissão passou a enfocar a beleza per si como ponto fundamental na prática profissional. Arquiteto é o que faz coisas belas. Perfeito. Mas bem mais que isso. Arquiteto é o que projeta espaços que funcionam, que abrigam pessoas com todo conforto, segurança, usabilidade, acessibilidade, fazendo com que sejam sustentáveis. E que afinal com tudo isso resultem belos.

E como se consegue isso? Com muita pesquisa, com muito planejamento. Com uma boa equipe multidiciplinar. Com suor e com humildade. Uma solução formal não deve sacrificar o resto. Ao contrário, a solução bela deve surgir da união de todos os condicionantes. Não basta dominar a arte de representar, não basta um CAD/REVIT/SKETCHUP bonito e bem renderizado. É preciso mais. É preciso que aquela solução apresentada fique em pé, que funcione no verão e no inverno, que não gere desperdicio, que tenha sustentabilidade durante a vida do usuário, que seja de fácil manutenção. Que contribua para o seu entorno, ou pelo menos que não o atrapalhe. E que com tudo isso ainda encante os olhos. E todos os outros sentidos. Isso é arquitetura. A forma isolada é escultura, por mais bela que seja. 

Confesso que não tenho acompanhado a evolução da grade curricular das faculdades de Arquitetura. Quando entrei elas eram muito diferentes. Fiz vestibular em uma em que a Arquitetura pertencia à área de humanas. Terminei em outra em que estava nas Exatas. O enfoque em uma e outra eram completamente diferentes no ato de projetar. Tanto uma como a outra foram importantes para o meu aprimoramente profissional, mas recordo que pensei, na época, em como poderiam receber a mesma atribuição profissional dois estudantes que tivessem estudado apenas em uma ou outra.

Tomara isso tenha sido sanado, mas ainda sinto um enfoque muito grande no profissional artista e criativo em detrimento do profissional que sabe erigir e projetar uma edificação com toda a sua complexidade. 

Arquitetura, que seja bela sim. Mas que funcione na vida prática. 

30/07/2014

Áreas públicas para a comunidade através de 3 módulos

Espaços da cidade para uso comum. 


Essa é a ideia do Urban Commons que reúniu equipes para projetar vários espaços para a comunidade em áreas públicas usando três módulos em variadas formas, o FoodScape

Pot
O Foodscape são três módulos:

  • um vaso chamado Plot 
  • um elemento de concreto chamado Pot 
  • um elemento de estar chamado Plank.
  • Plot

Plank









Eles podem ser combinados de diferentes maneiras criando variados usos de espaço. E sempre com a finalidade de cultivar alimentos em comunidade. Onde? Em Melbourne, na Austrália.

Gol! 

Um jardim imenso e escultural vai propiciar que as pessoas aprendam sobre ervas comestíveis e daninhas, possam passear e se deleitar em um espaço de comer criativo e com horta disponível. O escritório de arquitetura Bijl foi o vencedor da área de cozinha comercial para o One4Food, operada por uma igreja local. 

Projeto vencedor do Bijl Arquitetos


Projeto participante de Snowdown Arquitetos
Gosto desse tipo de proposta que reúne elementos simples que somam na vida em comum das cidades trazendo ambientes criativos, lúdicos e educativos. Além de trazerem verde e possibilidade de hortas urbanas.

29/07/2014

Quarto mágico tem strip tease - de alma

O mistério me fascina
porque não me explica nada
não me dá satisfação
tá pouco ligando
pro meu cárcere.
Martha Medeiros - Strip-Tease

A noite me cheira a mistério, me cheira a sonho e possibilidades infinitas. E talvez por isso, pela intensa magia que a madrugada me desperta, eu teimo em achar que quarto da gente não tem que ser sisudo, quarto com cara de hotel (ou motel, como queiram) mas sempre impessoais, podendo ser quarto de qualquer um. Não. O nosso tem que transparecer aquele algo mais que habita nossa alma, aquele quê de pitada de tempero que nos faz tão diferentes.

Quarto para ser nosso pode ter um toque que nenhum outro tenha. Um quadro fora do lugar, uma mistura de cores que caiba não apenas na paleta de cores da loja, mas dentro daquela sonho que só a nossa mente conhece.
Nosso quarto pode ter nuvens. Pode ter sol na madrugada. Poder ter retalhos de tudo o que já fomos. E o que nem suspeitamos poder ser.
Nosso quarto pode ter raiz. Cara de coisa simples, sabe aquela ligação atávica com a terra que o toque de certos materiais nos dá? Pois é, eles influenciam nossas escolhas, suas texturas, suas cores, mais que moda ou tendência de revistas ou mostras, são o que nos dizem que nos motivam a colocá-los em nossas vidas. 
O resultado? Cara e jeito da gente. Mas lembre de um pequeno detalhe. Se o quarto for repartido com mais alguém, lembre de compartilhar as decisões. Não seja egoísta. A descoberta do gosto do outro é uma das viagens mais lindas e ternas de um relacionamento. E você nem tinha se apercebido disso....
Existem pessoas mistério
pessoas azuis, videntes
mágicos da noite
tirando segredos da cartola
Martha Medeiros - Strip Tease 
E mesmo o nada, o pouca coisa, não de significado de menor valor, mas do minimalismo, se torna grande quando bem colocado. Todo projeto é mágico justamente porque exige de nós um desnudamento, um pôr para fora sonhos e quimeras que se unem e alquimicamente se transformam em espaços vivos. Nossos espaços. 


Strip-tease 
compreender que a gente nasce
e morre e nasce
e morre
e nasce
todo dia

Strip-Tease
todo dia a gente nasce
pra noite

Strip-tease
toda noite
ainda é o mesmo dia
Martha Medeiros - Strip Tease

Fotos: Google e Pinterest 

28/07/2014

Reforma renova Casa Celeiro

Uma antiga tipologia, um novo uso. 

A Barn House Eelde segue as conhecidas formas dos celeiros holandeses, mantendo a tradição, mas a modernizando com amplas e charmosas portas de madeira que abrem a casa de campo para o espaço aberto e a unem a um agradável deque de madeira que convida à contemplação e desfrute do sol. 

Projeto de Aat Vos com colaboração de Kwint Architects






Barnhouse Eelde by aatvos from aatvos on Vimeo.
 

27/07/2014

Reforma com materiais baratos renova hotel austriaco

Uma reforma com ampliação em um hotel da Áustria mostra que uma estrutura tradicional pode ser revitalizada com materiais baratos e inusitados. O resultado é uma renovação com charme e elegante.

Projeto de Gogl Arquitetos conseguiu usar materiais como madeira local, pedra, concreto aparente e vidro em completa harmonia com a centenária construção original.

O uso da madeira deixando aparente suas texturas e painéis em vidro em vários formatos deu uma dinâmica bem interessante à volumetria. Os grandes painéis de vidro garantem a luminosidade que atravessa vários ambientes trazendo a luz solar e protegendo do frio local. 
O interior tem uma proposta mais minimalista e segue com o uso de madeira bruta. Essa união conferiu um ar bastante elegante, bem adequado a um ambiente do hotel, uma estação de esqui.
Um dos ambientes que mais gostei foi essa estante com variados formatos. Ela acrescenta em qualquer ambiente de leitura!
Essa bancada que aparenta ser de embalagens é TUDO! Ela é simples, elegante e a cuba e metais dão um toque fantástico! Só não gostei dos fios lá embaixo, mas nem tudo é perfeito não é verdade?
Enfim, um projeto que mostra que mesmo em um projeto maior, como em um hotel tradicional, é possível usar uma linguagem bem mais sustentável e contemporânea, mantendo a proposta do empreendimento.

E para complementar o hotel conta com uma horta própria que garante a alimentação com um toque bem local.

Hotel Wiesergut localizado em Hinterglemm,

Fonte
Fotos: Mario Webhofer

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